terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Um mero sobrevivente



Porque a vontade de errar me persegue?
Se descido ir pela direita eu a vejo
Se descido ir pela esquerda lá estas
Eu quero errar ou ele me segue?

Que desejo é esse que corroe a alma
Angustiante que estraçalha a calma
Da tranqüilidade do acerto já vivido
E das marcas deixadas no coração
Ferido pelas marcas dos cravos
De rosas que a vida nos apresenta
Daquele abraço de quem nos tenta.

Não peço coroa de rubi pelos acertos
Muito menos intrépidas palavras
Contentes e de falsa realidade
Da minha natureza decadente
Onde qualidades não se destacam
Da podridão formada ao redor
Lixo? Chamaria de vida real.

Por baixo da miséria e das feridas
Surge um mero sobrevivente...
De coração... coração? Na mão
Com o que restou do bom combate
Fugindo dos cães que ainda latem
Na expectativa que novamente erre
Novamente... a velha mente...

Não se sabe o que restou. Restou?
Se o coração ficou ou mesmo levou
Das feridas na alma e na mão a palma
Rasgada e com cicatrizes no peito
A procura do experiente coração
Ficou no bolso ou no sujo chão
Sujou? Expectativas? Dúvidas?

Chegou-se o último dia de vida
Da lida de quem batalhou até a morte
Com sorte chegou a esse último verso
Expresso em lágrimas do velho Guia.

4 comentários:

Lays Martins disse...

Muiiiiiiiiiiiiiiiito lindoo!
Está aprendendo em Isaque?!!
Continuaa assim que vc vai longe \o/

Isaque Vitor disse...

Obrigado Lays (L)
amém... aos poucos eu vou pegando o jeito disso =D

Juliana disse...

pooooxa ><

as lágrimas desceram ao ler essa poesia..

qnd penso que tu superou as minhas expectativas,
tu vem e me mostra que tens mto mais a oferecer. Sei que é só o começo.
Vai me surpreender mais, mt mais!

Não sei se já te falei, mas... tuas palavras chegam no momento certo, de forma singela.. acalentando minha alma e meu coração.

'Sua admiradora e eterna amiga, com fé em Deus.

Alline Stefanny disse...

vc sabe como usar as palavras. a cada dia me surpreende mais *--*

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