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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Onde está a igreja quando chega a dor? II


A uns dias atrás (mais precisamente no domingo, 08/08/2010) ao participar no culto na igreja em que congrego, ocorreu um momento que me chamou a atenção e acredito que deveria compartilhar com vocês também.

O pastor falou de uma espécie de benção que me chamou a atenção. A benção da oferta! Procurei em minha mente se já tinha lido alguma coisa, fosse à bíblia ou fosse em algum dos outros lugares do qual pesquiso sobre evangelho e cristianismo. Mais em minha cabeça não tinha nada a respeito. Fiquei a aguardar para ver o que ele falaria a esse respeito.

Confesso que fiquei incomodado por um momento mais logo ele foi começar a explicar sobre o que poderia vir a ser tal benção. Suas palavras foram mais ou menos assim:

“A benção da oferta! Você sabe qual é? É melhor dar do que receber! Estaremos realizando um mutirão beneficente e deveremos levar uma quantidade “x” de cestas básicas para ajudar aquele pessoal que mora naquela região da cidade. Quantos dos irmãos podem dar uma cesta básica para abençoar aquelas pessoas?

Pego de surpresa, diante daquele argumento, logo levantei a mão para ser um dos doadores. Por um tempo me veio a mente a Igreja Primitiva onde os irmãos dividiam entre si seus bens, ajudavam uns aos outros para que todos tivessem o suficiente para sua sobrevivência. E, nesse dia, pude “relembrar” que ainda existem igrejas que se preocupam com o próximo e não somente com o enriquecimento da sua casa e de seus celeiros.

Todavia você poderá usar de argumento que eles poderiam ter dado pensando em receber algo da parte de Deus. Porém, o que me chamou a atenção foi que o pastor, na oportunidade citada, não fez referência a “obrigação/dever de Deus para com os irmãos se eles abençoassem outras vidas”. Isso não é um evangelho de troca de favores mas de opção por abençoar os que necessitavam.

Graças a Deus, o numero de cestas básicas foi quase o dobro do que o citado pelo pastor! 

Quer você aceite ou não, as pessoas doaram para abençoar outras vidas, independente da “possibilidade de retorno da parte de d‘eu’s”. Deus é bem mais do que investimento na bolsa, entretanto, não quer dizer que você deverá ser o seu cobrador.

E como já encerrei outros posts...

Pense, seja diferente. Ame e ande para frente. Se Deus está em sua vida como dizes, não seja a semelhança do mundo.

Ame o próximo como a si mesmo...


Postado anteriormente em IDE (iconoclastasdoevangelho)

sábado, 14 de maio de 2011

Os doze apóstolos não morreram!

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Eu achei que os doze apóstolos estavam mortos, mas me enganei! Eles estão dando plantão numa igreja, abençoando (?) as pessoas...

Fonte: Esboçando Idéias

As vezes fico a pensar se já tinha visto de tudo, MAS a internet e os blogs me provam sempre do contrário. O que falta mais?

Espero não encontrar nenhum filho(a) da jumenta de Balaão profetizando em meio as essas "i"grejas.

Já se vende salvação, fé, barganha-se com Deus! E como já se tornou clichê dos "líderes" utilizarem possíveis "cargos" na intenção de se aproveitar disso.

Além do mais, é altamente perceptível que o povo carece de Deus. Entretanto, carecer de Deus e aceitar qualquer coisa em nome de falsos milagres, acho que isso já é um absurdo, para não dizer o cúmulo da burrice.

O desconhecer da palavra causa sérios transtornos e muitos nem notam isso. Alguns dizem que isso é fé, pois "crêem" em alguma coisa, porém, desacredito que seja Deus.

Chega de sofrer! Leia a bíblia, conheça a Palavra da Verdade e não seja mais enganado por esses ludibriadores.

E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará... 



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quarta-feira, 11 de maio de 2011

“Eu acredito em Cristo, mas não nos cristãos”

A cada dia que se passa os cristãos, sejam eles falsos ou verdadeiros, aumentam o seu nível de descrédito diante da sociedade e do mundo. Obviamente, quando fala-se em cristãos inclui-se as “i”grejas e seus semelhantes, desde templos, comunidades e demais classes religiosas “envoltas” no “cristianismo”.

Gandhi destaca e, talvez uma boa parte das pessoas que nos cercam já tenham escrito isso em letras garrafais... “EU ACREDITO EM CRISTO, MAS NÃO NOS CRISTÃOS”. Para quem não sabe bem quem é este tal citado, foi um dos maiores ativistas social, filósofo e pensador indiano, indicado cinco vezes ao Nobel da Paz e apesar de não ter ganho nenhuma vez, teve o seu devido reconhecimento pelo comitê organizador do Nobel.

Mas se você já achou dura essa citação parafraseada, então compreenda quando ele fala nessas palavras: "No dia em que me mostrarem um cristão parecido com Jesus, eu me converto ao cristianismo". Forte não é? Soa como um tapa na cara de quem realmente se preocupa com o que viria a ser a imagem de Cristo. Logo, a sociedade (não pode-se dizer de uma minoria ou maioria, já que isso vai depender do seu posicionamento) tem tentado transformar Jesus, o Cristo, em uma espécie de ativista social, desconsiderando seu poder de salvação.

Sobre o assunto o Pr. Márcio de Souza enfatiza muito bem sobre “nossos problemas” como cristãos e “frequentadores de igrejas”:
Isso acontece por conta da falta de referencial na igreja hoje que não empolga mais ninguém a seguir os valores do Cristo. Jesus disse que seríamos o sal da terra e se nós não salgássemos a terra ela ficaria insossa. Pois é, vivemos dias em que os saleiros andam entupidos.
Precisamos retornar a Palavra, implantá-la em nós como estilo de vida, encarná-la como o Cristo fez. Torná-la inegociável, e mostrar ao mundo que é possível vivencia-la. Hoje, o evangelho que está sendo pregado por aí é um evangelho fragmentado, cheio de inserções, carregado de dogmas que afasta mais gente do que é importante e atrai pessoas pra superficialidade. (grifos nossos)
Não sei quais são os seus valores cristãos e ideológicos como evangélico que se diz ser, todavia, você poderia se olhar no espelho e se dizer semelhante a Cristo ou ainda vive-se com a ideia hipotética que se é impossível ser semelhante a Cristo e essa ideia tornou-se ultrapassada no decorrer dos tempos?

A seriedade do evangelho se prostituiu com os deleites mundanos e quem “paga o pato” são aqueles que tentam sobreviver como cristãos em uma sociedade de valores morais inócuos e voláteis. Posso tentar concluir com a indagação que já se espera: Onde estão os homens de Deus? Ou onde estão os 7000 que não se curvaram diante de Baal?

Saiam das cavernas! Saiam das escondidas! O povo perece pela ausência de pregadores da Palavra de Deus. E onde está você?

Talvez se tivéssemos alguns homens com a abnegação de Gandhi a igreja com certeza não estaria nesse estado deplorável em que se encontra!


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sexta-feira, 6 de maio de 2011

A omissão do mudinho



Estava conversando com uma amiga sobre um dos maiores defeitos, problemas e desleixos das lideranças atuais. Qual defeito seria esse? A OMISSÃO! Para muitos ela se passa despercebida além daqueles que acreditam que não precisam entrar nesse mérito ou mesmo falar da vida alheia.

Porém, e quando esse tipo de atitude é voltada para e por aqueles que compõem, como disse Judson de Oliveira, as “cadeiras vermelhas dos púlpitos” é que mora o maior perigo. O famoso ato de “colocar tudo embaixo do tapete” tem matado muitos cristãos, sejam estes novos ou velhos na fé; se formos um pouco mais adiante, talvez, nem precisamos entrar em detalhes se for relacionado o tamanho do descrédito pelo qual a igreja e os “evangélicos” passam.

Após a conversa com essa amiga deparei-me com meu momento de leitura bíblica que falava... consegue imaginar sobre o que? Isso mesmo. A OMISSÃO! Paulo argumenta e contra-argumenta com a igreja de Corinto por tamanha displicência no que considera o cuidado para com as ovelhas. Em 1 Coríntios 6.1-2 ele expressa:

Geralmente se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem abuse da mulher de seu pai.Estais ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação.

Tem-se criado um “hábito” por meio de algumas lideranças (e espero que seja uma minoria) em ocultar alguns “pecados” ou erros grosseiros por parte de algum participante de determinado grupo ou também participante das “cadeiras vermelhas” para preservar a pessoa.

Mas o meu maior incômodo é que não se trabalha para a correção dos erros. Simplesmente faz-se de conta que nada acontece e que não há pecado nenhum para ser escondido. Os zumbis andam pelas igrejas com os caixões lotados de ossos e carregados de flores murchas como se tivessem presentes e um jardim para oferecer na nave do templo.

Paulo, em sua notória simplicidade e seriedade é inflexível quanto as atitudes esperadas por quem se tem conhecimento desse tipo de atitude:

Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem; Isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. 1 Coríntios 5.9-11

Não estou dizendo que não temos que cuidar das pessoas. Não estou dizendo que devemos deixar as pessoas morrerem sem receberem o devido cuidado. Só estou afirmando que não cabe a nós “colocar” os tesouros nos vasos de barro como se fôssemos nós os donos das obras. O apóstolo dos gentios sempre se esforçava para investir o seu melhor para o crescimento e propagação do evangelho.

Aos críticos que sempre passam por aqui e pensam que não erramos (eu principalmente) vivemos em constante conflito e batalha e utilizando dos dizeres novamente do notório gentil acima citado que, sem réplica, atracava seus defeitos em “fazer o que não quer” mas não usava isso de desculpa para não se esforçar para mudar, já que em Romanos 6 ele afirma que “não iria continuar a pecar para abundar em graça”.

Se você é liderado, busque ajuda. Cresça e não desmereça a obra como se nada fosse. Se você é líder, dê o devido valor Àquele que pagou um alto preço para que chegássemos aonde estamos hoje. Erramos sim, porém o mudinho não fala por não poder, mas nem por isso ele deixa de gesticular quando percebe o erro. Se ele não fala e não se omite, que posição você que pode falar vai tomar?


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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Seria Danilo Gentili (CQC) um iconoclasta?


A aproximadamente um ano atrás, Danilo Gentili (integrante do CQC) ao participar de uma entrevista, fez a seguinte declaração: “Queria ser pastor, mais cansei da palhaçada, então virei humorista”. Cômico e preocupante tal posicionamento. Ainda mais, se for levado em consideração que o mesmo foi participante da Igreja Batista , onde chegou a ser líder de jovens e desejou seguir a tão difamada (infelizmente isso em nossos dias) carreira eclesiástica. Porém, como todo mortal que começa a adentrar no “seio administrativo” e tem um pouco de sanidade na mente, começou a se enojar do que viu, das inúmeras falhas existentes e envolventes do “próprio sistema”. Assim sendo, em suas próprias palavras, decidiu por “não querer mais saber de igreja por enquanto”.

Sou filho de pastor e sobrevivente das podridões que ouço sobre pastores e líderes e que mesmo assim não desisti da real Noiva do Cordeiro, assim como não desisti de tentar trilhar o verdadeiro Caminho e muito menos abrir mão da minha cruz.

Entretanto, isso não tem acontecido com muitos, a semelhança de Gentili e, infelizmente, é uma dura realidade. O sarcasmo, o falso amor, a idolatria, o falso evangelho têm inundado os pequenos grandes púlpitos-palanques das “i”grejas. Semelhantemente, após observar alguns blogs, achei interessante a colocação do Alessandro Cristian que coloca:



Cansei de ver pastores comprando por milhões de reais jatinhos particulares enquanto a maioria dos irmãos tem como meio de locomoção apenas uma bicicleta.
Cansei de ver pastores de BMW, Honda Civic, Peugeot, Crossfox enquanto a maioria esmagadora da membresia vai aos cultos a pé ou de ônibus.
Cansei de ver pastores morando em coberturas à beira-mar enquanto os dizimistas por vezes moram em casas humildes, quando não em submoradias.
Cansei do nepotismo pastoral/pastorado hereditário, afinal pastorado é um dom de Deus (Efésios 4.8-11), para o qual é necessário realmente ser chamado por Ele, e não porque assim o papai quis.
Cansei de ver tantos gastos com “presentinhos” e “mimos” para pastores enquanto missionários e cristãos em geral padecem necessidade não só pelo mundo afora, mas também ao alcance de nossos olhos.
Cansei de ver supostos Cultos em ação de graças (pela passagem de datas natalícias, aniversários de casamento, etc.) se transformarem em verdadeiro exercício de idolatria ao homem e babação de ovo, mesmo sendo realizados dentro da Casa de Deus.
Cansei de ver tanta pseudoespiritualidade de homens que querem "determinar", isto é, dar ordens a Deus.
Cansei de ver "campanhas" de venda de bênçãos, semelhantes à venda de indulgências da Idade Média, uma vez que nada mais são do que maneiras de se lucrar (com má fé) com a (boa) fé alheia.
Cansei de ver entrar tanto dinheiro nas igrejas e ainda assim alguns templos se encontrarem em estado deplorável, e muitos irmãos sem o pão à mesa (tão diferente da igreja primitiva – Atos 2.42-47).
Cansei de ver tanta gente vendo Deus como apenas uma fonte de renda. (grifos nossos)

Com certeza, Danilo Gentili não é um iconoclasta, mas, tomou posicionamento como se fosse ao se opor aos estragos cometidos pelo homem à Igreja. Como disse Cristo, viriam aqueles em que, “se possível fosse, até enganariam os eleitos”. Quer você acredite ou não em eleição, discorde, aceite, mas simplesmente pense, isso ainda faz bem.

Descruzemos nossos braços diante dessa cegueira, já que está tão visível aos olhos do mundo e continua invisível aos olhos de quem se diz ser cristão ou mesmo praticante da fé. E, para encerrar, lhe deixo três opções: ser como o Gentili que “abandonou o barco” continuar com os braços cruzados ou; ficar inconformado com o que tem sido feito nos templos religiosos cristãos e decidir fazer a diferença diante de uma geração que tem se corrompido atrás do “poder”.


A escolha é sua. Optei por ser iconoclasta. E você?


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quarta-feira, 23 de março de 2011

Cruz que nada, queremos é Troféus e reconhecimento



Porque se vai à igreja? Tenho a impressão que buscamos ao Senhor pelos “troféus” que possamos vir a ganhar. Troféus? Isso mesmo! Buscamos as maiores “bênçãos, reconhecimento, estrelismo, mostrar nossas qualidades e virtudes” para alcançarmos os maiores elogios e enchermos nosso peito de condecorações e nossa história de feitos.

E pensando um pouco, qual seria o nosso orgulho pela cruz? Quantas vezes Cristo não foi crucificado novamente por nossa (minha e sua) causa? As estantes de nossas salas estão cheias de troféus “espirituais”, reconhecimentos humanos e esquecemos da cruz, da nossa cruz, do cristianismo. O evangelho e a obra para agradar a homens e telespectadores que nada entendem da Palavra, pessoas voláteis e que, “tanto faz como faz tanto”, o que for pregado está bom, só querem saber que foram mais uma vez ao culto.

Quais os troféus que tens para mostrar? Quais as condecorações que tens recebido?

Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo (Gálatas 6.14)

Não sei qual glória você está buscando nem o que você busca na casa do Senhor, mas, prossigo “olhando para o Alvo”...



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domingo, 13 de março de 2011

Tudo se fez “novo”!

Críticas... críticas e mais críticas... disso tem se alimentado alguns “pastores” (se a gente retirar o “p” inicial e o primeiro “s” se transformam no que realmente tem se tornado). Quando não passam disso, alimentam “fé” (confissão positiva) com falsas promessas e bênçãos de gjus e indo mais adiante, inventam modas e expressões para nomear possíveis “agir de d‘eu’s”.

Fico a indagar a quantidade de almas que não tem sido entupidas com essa podridão que vem descendo os púlpitos, como se fossem esgotos a céu aberto. O lugar de onde deveria fluir água limpa, Água da Vida tem saído líquido da pior qualidade e ainda misturado com uma infinidade de substâncias deploráveis e vergonhosas.

O pai nosso foi reformulado! “Venha nós ao NOSSO reino e seja feito NOSSA vontade, assim na terra como no céus”... e ninguém tem nada a ver com isso e ai daquele “filho do capeta” que pense algo diferente disso. As pregações tornaram-se vida de fariseus e quase ninguém consegue viver as doutrinas “propostas-impostas” pelas s“antas” pessoas que compõem as diretorias e diretrizes da instituição religiosa.

O lugar que deveria ser de vida tornou-se de morte. Mudou-se a alegria para entretenimento. Mudou-se a cruz do evangelho para a bajulação do após“tolo”. O evangelismo virou panfletagem de “santinhos” de políticos. A “i”greja está mais interessada em representantes no Congresso Nacional do que gente indo pro céu. Candidatos falam mais do que os “pastores” (não se esqueça de tirar o “p” e o primeiro “s”) na casa de d“eu”s. E assim a coisa vai indo e indo e indo e “fondo” (como falou Jardel, ex jogador de futebol em uma entrevista).

Mudou-se praticamente tudo!

Até quando isso vai continuar? É tanto falso agir de Deus que as pessoas nem sabem mais distinguir quando é realmente Ele agindo no meio da igreja. Sou novo, mais sou das antigas. Que retorne a igreja de Atos 2, a igreja primitiva, os mártires! Os Luteros, Jonathan Edwards, Calvinos, Spurgeons...  O avivamento do país de Gales, da Rua Azuza... Ser perseguido por causa do evangelho parece loucura, mais se for para tirar a impureza com que se tem revestido, talvez não fosse uma má ideia. Assim, quem sabe, o real evangelho poderia impactar o mundo novamente.

A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. (Rm 8.19-22)


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terça-feira, 1 de março de 2011

Hipocrisia. “A arte de ser evangélico”



A vida é feita de uma grande caminhada. Sacrifícios, lágrimas, arrependimento. E de pensar que somos tão dignos de todas as coisas que Deus tem proporcionado para nossa vida. De tão egocêntricos que somos nos esquecemos até mesmo do Criador e achamos (esse achamos é uma forma de expressão já que muitas vezes temos a certeza) que aquilo que oferecemos para Ele é o suficiente e é o melhor dessa terra, já que muitas vezes não passam de migalhas e frutos da pior qualidade.

Caim matou Abel porque causa dos frutos. E nossos frutos não seriam semelhante aos de Caim? Se não damos os piores frutos, damos as piores ofertas, os pior tempo que possuímos, as migalhas da adoração e sem contar a hipocrisia que permeiam e inundam as nossas palavras.
Oramos e pedimos a Deus para “abrir as comportas do céus” e derramar bênçãos em nossas vidas porque devemos colher cem vezes mais do que plantamos. Ou seja, damos nossas migalhas em adoração a Cristo, alguma esmola a igreja (ou “i”greja, ou talvez Igreja) ou qualquer outra atividade ínfima ao Pai e Ele é obrigado a repor o nosso “investimento”.

Minhas mãos são imundas! Meu coração é voltado ao pecado! Se minhas mãos estão sujas, como poderia entregar um fruto limpo? Você já parou para pensar sobre isso? A imundície do pecado está impregnada no ser humano, até mesmo a nossa preguiça de buscar ao Deus dos deuses e render-lhe adoração tem a ver com o pecado reinando em nossas vidas.

Se os cultos que participamos só traz uma mudança durante aquele momento de adoração dentro do templo, o nosso cristianismo (vida com Deus) tem se resumido a mero emocionalismo e falsidade ideológica. Como Deus pode trabalhar em minha vida (como afirmamos com tanta ênfase) e após sair da “reunião” prossigo a viver semelhantemente ao mundo e o pecado “volta a tomar conta” do nosso ser?

Hipócrita? Hipocrisia? Sou criticado por criticar e as pessoas optam por se silenciar e negligenciar tamanho feito que é a Salvação para nossas vidas, por serem rigorosos com o ir para a igreja, por lerem a bíblia e esquecem de viver conforme manda as próprias escrituras que eles leem. 

Clamam por alguém que faça a diferença! E isso pode vir a ser qualquer pessoa, menos elas. Isso para mim não passa de hipocrisia!

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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Negue a Cristo e siga-me




Essa tem sido a nova base do e“van”gelho pregado. Passa-se em vários pontos (“i”grejas) e vão pegando pessoas e mais pessoas. Algumas seguindo por estarem perdidas, outras por não saberem para onde vão e outras por não saberem de nada. É o evangelho da superlotação.

Pessoas não servem para pensar. Pessoas não servem para professarem uma fé. Pessoas não servem para seguir a Cristo. Pessoas, pessoas, pessoas...

Elas servem simplesmente para lotar templos. Servem para buscarem as ilusões pregadas pelos charlatões da “fé”. Servem para volume, marketing e divulgação em massa. Não passam de meros corpos ambulantes que se envolvem em dissimulações de ideias e ideais que descem dos palcos cristãos sujando o que deveria ser um aprisco limpo e com ovelhas saudáveis.

Está tudo invertido. No Evangelho de Cristo é o pastor que dá a vida pelas suas ovelhas; nesse e“van”gelho são as ovelhas que dão a vida pelo seu “pastor”. Ninguém pode tocar no pastor e o mesmo não faz nada pelo seu aprisco e quando o faz, age semelhante aos fariseus, com cornetas e alabardes anunciando as suas obras. Quanto às ovelhas ficam a “Deus dará”, de qualquer maneira. Lembras da parábolas da “Centésima ovelha”? Nesse caso, serve somente para aumentar a contagem e não como quesito de importância por uma vida.

A van vai passando pelas ruas e pegando mais e mais pessoas. Vai seguir a bordo? Enquanto me restar forças, estarei andando na contramão desse sistema corrupto e fraudulento. Aos que optam pela inércia, meus lamentos. Aos que optam pela ação e reação e ainda têm coragem de pregar o Evangelho, vamos em frente porque o trabalho é árduo.

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Onde está a igreja quando chega a dor? II



A uns dias atrás (mais precisamente no domingo, 08/08/2010) ao participar no culto na igreja em que congrego, ocorreu um momento que me chamou a atenção e acredito que deveria compartilhar com vocês também.

O pastor falou de uma espécie de benção que me chamou a atenção. A benção da oferta! Procurei em minha mente se já tinha lido alguma coisa, fosse à bíblia ou fosse em algum dos outros lugares do qual pesquiso sobre evangelho e cristianismo. Mais em minha cabeça não tinha nada a respeito. Fiquei a aguardar para ver o que ele falaria a esse respeito.

Confesso que fiquei incomodado por um momento mais logo ele foi começar a explicar sobre o que poderia vir a ser tal benção. Suas palavras foram mais ou menos assim:

“A benção da oferta! Você sabe qual é? É melhor dar do que receber! Estaremos realizando um mutirão beneficente e deveremos levar uma quantidade “x” de cestas básicas para ajudar aquele pessoal que mora naquela região da cidade. Quantos dos irmãos podem dar uma cesta básica para abençoar aquelas pessoas?

Pego de surpresa, diante daquele argumento, logo levantei a mão para ser um dos doadores. Por um tempo me veio a mente a Igreja Primitiva onde os irmãos dividiam entre si seus bens, ajudavam uns aos outros para que todos tivessem o suficiente para sua sobrevivência. E, nesse dia, pude “relembrar” que ainda existem igrejas que se preocupam com o próximo e não somente com o enriquecimento da sua casa e de seus celeiros.

Todavia você poderá usar de argumento que eles poderiam ter dado pensando em receber algo da parte de Deus. Porém, o que me chamou a atenção foi que o pastor, na oportunidade citada, não fez referência a “obrigação/dever de Deus para com os irmãos se eles abençoassem outras vidas”. Isso não é um evangelho de troca de favores mas de opção por abençoar os que necessitavam.

Graças a Deus, o numero de cestas básicas foi quase o dobro do que o citado pelo pastor! 

Quer você aceite ou não, as pessoas doaram para abençoar outras vidas, independente da “possibilidade de retorno da parte de d‘eu’s”. Deus é bem mais do que investimento na bolsa, entretanto, não quer dizer que você deverá ser o seu cobrador.

E como já encerrei outros posts...

Pense, seja diferente. Ame e ande para frente. Se Deus está em sua vida como dizes, não seja a semelhança do mundo.

Ame o próximo como a si mesmo...



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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Onde está a igreja quando chega a dor?



Vergonha. Tantas preocupações para que a igreja pudesse se preocupar e na maioria das vezes, se prendem a ínfimos detalhes. Pessoas e mais pessoas precisando de atenção, carinho, cuidados, hospitais precisando de evangelismo, assim como também, prisões e internatos de menores. E você pode se perguntar: “Com o que a igreja tem dedicado a sua atenção?”

E uma resposta para essa pergunta se encontra de maneira muito fácil. É só olharmos para a mídia para vermos o tamanho dos investimentos que tem sido feito nessas áreas. Algumas igrejas estão gastando milhões (isso mesmo, muitos zeros) na construção de novos templos, carros novos para pastores e uma membresia seleta, compra de jatinhos, aplicações em reinos pessoais e semelhantes.

Se vai alguém a igreja que precisa de algum tipo de cuidado, o que ocorre é que logo é jogado para escanteio, deixado ao esquecimento e apodrecendo com suas próprias chagas. A “i”greja está ficando lotada de “amigos de Jó”, ou seja, aqueles que entendem de tudo e sobre tudo, reconhecem o pecado das pessoas só de olharem para elas, seja por sua fisionomia ou vestimenta.

Quando foi que alguém viu uma prostituta (ou mesmo ex) entrar em alguma igreja e ser bem tratada? Com certeza existe alguma exceção (e peço a Deus que essa minha ideia seja realmente verdade). As atenções estão voltadas simplesmente para o próprio ventre da “i”greja e a importância das pessoas chegaram ao valor chulo de um montante de dinheiro, apelidado por alguns de dízimo.

A quantidade de evangélicos/cristãos/protestantes aumentam a cada dia e a salvação tem alcançado um número minoritário de pessoas. Ravenhill fala que “nunca a igreja teve tanto recurso e estrutura como nos dias de hoje e nunca foi tão fria em poder de Deus”. Deveria ocorrer o inverso. A culpa é de quem?

Não vamos procurar em quem colocar a culpa mais sim mudar essa história drástica e lastimável. Se você pode sorrir hoje, compartilhe com quem precisa. Se você pode abraçar hoje, abrace quem precisa. Faça alguma coisa pelo evangelho e por Cristo além de ficar criticando a vida das pessoas.

Pense, seja diferente. Ame e ande para frente. Se Deus está em sua vida como dizes, não seja a semelhança do mundo.

Ame o próximo como a si mesmo...

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Um pobre pecador analisando um falso evangelho



Prossigo caminhando. Olhando para todos os lados, contemplando as maravilhas do Eterno, sua infinita Graça e bondade e reconhecendo que não sou digno nem merecedor do mínimo que Ele tem feito para comigo.

Em uma breve comparação, coloco-me frente-a-frente com “a geração do merecimento, dos conquistadores dos limites da terra, dos que andam abaixo das proteções de patriarcas, apóstolos e demais dessa hierarquia”.

São tantos nomes, tantas proposições, adjetivos, verbetes e expressões que levam “além” da Graça e do Amor, levam um evangelho reformulado e adaptável a tudo e a todos. Homens tomando os lugares de pais da Igreja; reformulação das bases do protestantismo.

Me indago sobre a difícil tarefa de carregar a própria cruz ou mesmo do negar a mim mesmo, minhas vontades e desejos, tentar, por mesmo que seja por um breve momento, me “descolar” dessa natureza de pecado (e, diga-se de passagem, até agora sem sucesso) enquanto “i”grejas têm feito super-heróis da fé, gigantes do sobrenatural de d”eu”s e a condensação do reino a base de dinheiro.

A cruz protestante deixada o mais escondido possível para que não se espante a clientela. Clientes que não analisam a qualidade dos “produtos” oferecidos nos lugares que ainda chamam de púlpitos. A era em que o mercantilismo novamente tomou lugar onde deveria ser chamado casa de Deus.

Ao deparar com minha natureza deplorável, cheia de misérias, feridas, fétida, as poucas obras que um dia fiz, sem nenhum marketing ou conhecimento sobre tal para fazer alguma divulgação, às vezes, me envergonho diante de tanta obra feita por homens. [não sinto vergonha por não fazer ou não ter capacidade como eles, mais sim por eles procurarem os méritos dos quais não são merecedores e usurparem a Glória que deveria ser dada somente a uma Única Pessoa]

Estão transformando o evangelho em falácia (ou transformaram); a cruz é um faz de conta e nos lugares que ainda acham que esta tem alguma função, ela não passa de simbologia ou algum esdruxulo item de decoração; o que deveria ser o Amor de Deus se tornou em um deus desesperado por atitudes humanas como se precisasse de algo; o nome de Jesus se tornou uma palavra mágica para atender pedidos de crianças mimadas que nada sabem fazer/falar/orar/peticionar e assim o gênio da lâmpada pode realizar; o Espírito Santo se transformou em um guarda do zoológico para animais de todos os gostos, tipos, raças e espécies; e eu? Lutando para sobreviver no meio dessa parafernália e tentando guardar a fé com a esperança de um dia acabar com a carreira, se não me derem uma carreira.

Não mereço o Amor, a Confiança e a Palavra a mim confiada. Rogo pelo Seu perdão e agradeço por ser alcançado pela Sua Graça. Pregar não sei, escrever mais ou menos, tocar muito menos. E na semelhança da viúva que deu tudo o que tinha, assim também o faço. Não são muitas coisas e muito menos alguma coisa que renda louvores e elogios, mas é tudo que eu tenho.

Romanos 11.36 - Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém! 

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