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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Estamos sempre aprendendo...


Estamos sempre aprendendo. Aprendendo que a vida é curta e por mais longe que andemos, no geral, teremos andado pouco. Aprendendo que a despedida choca mais que a chegada. Aprendendo que as lágrimas ensinam bem mais que tenros sorrisos.

Alguns insistem em afirmar que a vida nos prega algumas peças. Mas veja por outro ângulo. Imagine a vida como uma grandiosa peça. Entre atores, produtores, telespectadores e demais participantes desse show, no fim das contas, o importante é que essa apresentação se realize.

Porém, com o decorrer do tempo de apresentação alguns ícones importantes vão precisando fazer parte de outros espetáculos que acontecem mundo a fora. E é bem sabido que o desejo que aflora em cada um é para que o elenco jamais se desfaça.

Quem entra, mesmo que não seja para substituir, sempre tentará manter o espetáculo em alto nível. Seja como ator principal ou como contra regra, cada um sabe que possui a sua devida importância.
Estrelas grandiosas abrem espaço para que as menores também possam brilhar. E hoje aprendi sobre essa lição mais um pouco.

Adjetivos que antecedessem a palavra avó não seriam suficientes. Talvez mãe ao quadrado pudesse especular na imaginação algo relativo a esse tamanho.

Lembranças são sinais de que ainda somos vivos. Sejam elas boas ou ruins, elas demonstram quem somos – não o que veem em nós, mas o que somos realmente, sem máscaras, sem sentido dúbio. 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Palavras em um dia Frio


Gosto de escrever sobre o que não se vê, o que não existe, ou aqueles detalhes que são pequenos e insignificantes, mas que são gigantes para o bom observador.

Escrever e ter histórias pra contar é bem melhor do que prateleiras abarrotadas de mentiras para vender. Um falso apaixonado e um eterno amante; um filho bastardo de coração mole e oscilante; um paciente terminal escravo da impaciência. Casos assim a ciência, o Froid também conseguem explicar. 

Posso não fazer você se levantar da sua cadeira e abandonar sua xícara de café ou chá, mas posso mostrar a janela da sua imaginação aberta e provar que com um pouco de esforço é possível chegar à Lua.

Já me chamaram de muitas coisas, mas escritor nem sempre esteve presente nesses adjetivos.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Quando a vida convida, você tem que dançar com ela



O lugar está cheio e as pessoas já começam a se entreolhar a espera da estrela da noite. Quem apareceria e abrilhantaria ainda mais o evento. Quem seria e de onde seria? As atenções se voltam e lá está ela descendo as escadas centrais em um enorme charme e elegância. A Imperatriz.

“Abram espaço que a dança vai começar!”. Grita uma voz lá do fundo...
Parecia que todos esperavam essa presença majestosa para que os movimentos começassem. Vieram pessoas de todos os cantos e redondezas para presenciar tal fato que se repete somente uma vez por ano e cada um iria demonstrar sua alegria nesses dias de dança. Do menor ao maior a expectativa para os dançarinos, os coreógrafos e para a majestosa Imperatriz.

Cada reino mandou seus representantes. Cada Rei, Rainha, Príncipe e Princesa a espera da apresentação de seu reino. Horas a fio de ensaios cansativos seriam demonstrados logo mais em seqüências de movimentos de peculiaridade de cada dança. Pequenos momentos de magia envolvendo os corpos que dançam.

Abre-se uma roda central no meio da grande sala. A Imperatriz abre um pequeno sorriso e gesticula como se falasse “que comecem as danças” e cada reino procura por seus representantes. Hora de dar o melhor de cada um. Se no mundo antigo recompensavam as pessoas com ouro, nesse reino é diferente. Cada recompensa é dada em dança. Movimentos que o ouro não pode fazer, belezas que a prata não pode adquirir e que os diamantes não puderam descrever.

E assim cada reino é representado com sua dança. Liberdade e movimento. As almas flertam de paixão enquanto a dança enche o salão de beleza e ousadia. Os reis impressionados apertam a mão de suas rainhas com cada apresentação. Os príncipes e princesas sorriem. Parecem crianças em meio a tanta magia e alegria.

Dancem, dancem, dancem! Seja nas ruas, nas estradas, em barcos ou em qualquer lugar. Tudo que tem fôlego dance ao Senhor! O Criador de tudo proporcionou o movimento. Ele ensinou a dança aos homens. Do balançar de cabelo ao mais difícil movimento corpóreo, tudo aperfeiçoado ao último grau. E toda essa genialidade de movimentos para poder compor o que chamamos hoje de DANÇA.

Depois das apresentações a Imperatriz agradece a presença de cada reino ali representado e finaliza com umas poucas palavras:
“Dance e o mundo dançará com você. É uma questão de escolha. Ou você chama o mundo para dançar ou ficará observando enquanto o Vento e a Vida bailam na sua frente. Quando a vida convida, você tem que dançar com ela”

terça-feira, 12 de julho de 2011

Na minha mente está a fantasia



Admiro muito as pessoas que guardam seus versos e poesias próprias em suas mentes. Nunca consegui isso. Não sei se pelo fato de já ficar satisfeito em conseguir prender algumas palavras em versos e prosas e encarcerá-los no papel. Não conseguiria deixá-las trancafiadas em minha mente. Elas sempre precisam alçar vôos altos.

Assim como a capacidade de uma criança lançar uma pedra muito alta assim também é minha limitação e domínio para com as palavras. Na mente da criança a pedra está passando da lua, dando volta ao universo, atravessando a órbita de planetas extraterrestres e assim vai indo. Mas a realidade é que a pedra já chegou ao chão faz tempo.

Nas poesias rasas para mim alcancei as estrelas. Sem métrica e rima já dei uma volta no universo. Na minha mente está a fantasia. Olho para o céu e, mesmo que não veja mais a pedra, contemplo-a se perdendo pelo azul celeste. O silêncio dos meus pensamentos me diz para sentar e tentar escrever.

Desse modo, encosto-me em uma Árvore e busco uma sombra para novamente dar asas a minha imaginação. Pego meu papel como a criança que pega a pedra e tento dar o meu melhor novamente. Para mim, em alguns segundos estarei chegando novamente ao Paraíso. Já para você, não sei; mas também não me preocupo muito com isso. rsrs

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Momentos...


Todo mundo sempre procura uma música depois que encontra alguém para viver ao seu lado. De preferência aquela que nos faz lembrar o momento de conhecimento, do olhar de alegria, do primeiro beijo, o primeiro jantar, da luz do luar.

Momentos marcantes, momentos vibrantes. São aqueles que nos fazem marcar o calendário, é o dia da alegria indescritível. Comigo não poderia ser muito diferente. Procurei por muitas músicas para descrever aquele momento, expressões feitas para delimitar esses acontecimentos. Não obtive muito sucesso quanto a isso. Fiz uma miscelânea. Músicas de todos os tipos, cantores e estilos. Músicas de saudade, amor, carinho, desentendimento, de tudo. Talvez o nosso maior defeito seja tentar enquadrar em uma única canção feita por outra pessoa o que vivemos com o nosso amor.

Quando eu a conheci pessoalmente o sol não ficou mais claro, o dia não ficou mais nítido e nem os pássaros cantaram uma nova canção. Um dia normal para pessoas normais. Mas preciso confessar que depois desse acontecimento tudo mudou. A amizade melhorou, o tempo avançou. Novas pessoas chegaram e também saíram. Um aprendizado de anos, uma afeição recíproca e, mesmo quando não nos víamos em meio à distância, uma chama retorna.

Não poderia chamá-lo de “Fenix”, porque não foi algo que morreu e ressuscitou. Como um gigante adormecido se comportou e que, no momento certo veio à tona. Aprendi que nós amamos uma pessoa, quando entendemos que ninguém mais no mundo poderia cuidar tão bem dela quanto nós mesmos. Eu cheguei a essa conclusão! Egoísta? Eu discordo e prefiro chamar de cuidado.

O primeiro dia foi normal. Os demais dias é que foram diferentes. Hoje o sol já não se põe da mesma forma, as flores exalam outro cheiro suave, a poesia adquiriu novas palavras, a vida acrescentou mais um sentido. Um Deus, um homem e uma mulher. Uma tríade perfeita. Dia após dia, Ele tem confirmado e dado sentido a todo esse sentimento.

Não espere surpresas do amor como se algo novo fosse surgir de repente. Tudo começou através de uma amizade. Que o Eterno seja glorificado em meio a isso tudo. Isto é o resumo do amor. Ele nos amou primeiro para que tivéssemos a capacidade de demonstrar isso à nossa companheira, nosso próximo. Continuo nessa jornada e bem feliz. Amando e sendo amado do jeito que Ele ensinou.

E já que um momento não pode ser a eternidade, então eternizei um momento. O complemento que me faltava, o sinônimo de amor. “Eu já fui rei, já fui cantor, já fui guerreiro, e agora, enfim, sou companheiro da mulher que apareceu”.

Obrigado por permitir estar hoje ao seu lado... Eu sei que é pouco o que vou dizer agora, mas como não encontrei palavras melhores:

Eu te amo.

domingo, 8 de maio de 2011

Nem sempre sou o que pensam



Algumas pessoas falam conosco como se fossem fãs. “Uau, deve ser muito legal ser inteligente!”. Às vezes tenho medo de frustrar essas pessoas. Tem um carinho enorme, um cuidado para conosco. Sou grato a Deus por ter muitos assim ao meu redor. Mas não me tenha por ignorante, não é muito legal ser desse jeito.

Logo, é necessário tirar tempos e tempos a fio, lendo e relendo, procurando e insistindo, forçando a compreensão. De fato, eu gosto de ler. Tem horas que aquelas letras, formando um conjunto de palavras, de textos, faltam saltar do papel em busca de vida. Elas são uma excelente companhia. Outro fato é que nem sempre estou disposto para elas.

Os olhos cansam, lacrimejam, o cansaço corrói o corpo, a preguiça a alma. Há quem pense que devemos procurar respostas em tudo que gira em torno de uma fé cristã esquecendo-se do velho detalhe do que chamamos de vida. Lêem somente o que traz prazer. Talvez seja por isso que a Bíblia seja tão pouco lida. Ainda não encontraram o prazer que emana de suas páginas.

Importante salientar que quando fazem referência a inteligência que pareço ter, acredito que não se remetem a minha pessoa. Somente sou um perseguidor de palavras, da Palavra que viaja pelos Livros dessa vida.
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