sábado, 22 de janeiro de 2011

Um dos esquecimentos da igreja moderna: O Arrependimento



Em outra viagem ao interior da Palavra, me deparando nas milhares de páginas, inúmeras palavras e expressões, conceitos e histórias, entre chuvas, guerras, visões, interpretações, consigo olhar a vida de um homem (jovem para alguns, velho para outros) onde o mesmo sente a necessidade de isolar-se no próprio quarto e levantar um clamor, uma forma de arrependimento pelos erros já cometidos, independente da vida que levava e dos méritos, pois, diga-se de passagem, não eram poucos.

Mesmo fazendo parte da nobreza, chegou como um cativo a terra estranha mais optou pela diferença. Todo um reino gigantesco, as melhores comidas e refeições a seu dispor, os melhores súditos. Mais Algo lhe chamava para fazer a diferença. O seu interior clamava por arrependimento. Em um determinado dia, ele fez assim, entrou em seu quarto, se vestiu de vestes de pano de saco sobre cinzas e exclamou:



Daniel 9.4-6 E orei ao Senhor meu Deus, e confessei, e disse: Ó Senhor, Deus grande e tremendo, que guardas o pacto e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; pecamos e cometemos iniqüidades, procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus preceitos e das tuas ordenanças. Não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes, e nossos pais, como também a todo o povo da terra.

Substituímos a Alegria pelo entretenimento. O Arrependimento pelo emocionalismo. O “mundo do faz de conta”. São tantas aparências para se preocupar (exterior principalmente), maquiagens para não borrar. Se fosse falado que Deus não se faz presente em nossos cultos (independente do dia ou do louvor) muitas pessoas nos chamariam de ridículos, religiosos e mais algumas expressões que não convém serem citadas.

Porém, posso convidar o querido leitor a uma linha de pensamento e a fazer-lhe uma indagação: Qual foi a última vez em que Deus se fez realmente presente (não a Onipresença d’Ele, mais sim a sua presença manifesta) em um culto em que as pessoas caíram em arrependimento, chorando e com medo de serem (sermos) consumidos pelo Senhor?

Os cultos de hoje são centrados nas pessoas dos pastores (líderes) e na bajulação para não “machucar” os liderados pois são muito delicados e jovens na fé. A geração do conhecimento começa a tornar-se a geração da omissão. “Não vamos aprender mais de e sobre Deus e optaremos ‘pelo silêncio’, pois, não precisamos nos aprofundar nesses tipos de conhecimento. A geração da igreja lotada que mais manda jovens ao inferno. Mandar não, porque pode soar meio pejorativo, melhor, a que mais acompanha jovens ao inferno.

Não tenho a quem recorrer. Somente Ele para fazer conforme a Sua vontade. E assim seja... E faço das palavras de Daniel as minhas:

Daniel 9.19 Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e põe mãos à obra sem tardar, por amor de ti mesmo, ó Deus meu, porque a tua cidade e o teu povo se chamam pelo teu nome.



Postado anteriormente em IDE (iconoclastasdoevangelho)

3 comentários:

Juliana disse...

Sem medo de errar.. esse, com certeza, é o melhor texto que vc já escreveu!

Que Deus continue te usando mto mais,
e que o agora, como estás, seja só o começo da bela e incrível caminhada que tens pela frente.

como disse naquela dedicatória, "eu creio no seu potencial"

ps: Que sejamos os "Daniel" dessa geração!

Abs (:

Isaque Vitor disse...

Obrigado Ju pelo carinho dos comentários...
Agora é pedir Graça pro Eterno pra poder continuar...
Uma grande jornada...

Márcia Gabriella disse...

Excelente texto.
Com certeza um dos melhores tanto pelo uso das palavras principalmente pela abordagem do tema.

Parabéns Isaque!
Não pare nunca.

"Creio no seu potencial" [2]

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